quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

I was here

Tantos meses sem escrever. Concordo com a cantora Sandy, quando ela diz compor com mais inspiração em seus momentos de melancolia. Os meus dias de carnaval foram assim, de melancolia. Por que a música? Era a que eu estava ouvindo enquanto escrevia - e ela é linda, leia a tradução se interessar (http://letras.mus.br/beyonce/1904629/traducao.html)

I was here
http://www.youtube.com/watch?v=rLLzkLO8Sh4

É tão triste admitir e aceitar algumas coisas.
Mas é porque eu insisto. Insisto.
E sabe que nem me faz bem? 
Entristeço, enlouqueço.
Me desarranjo.
Acredito e espero sempre das pessoas,
sempre espero também que acreditem em mim...
No que falo, em como ajo.
Mesmo que de maneira ríspida ou exaltada
Prezo por não faltar com a sinceridade,
e soar como 'dona da verdade'.
E ainda rezo para que me compreendam.
Me desestruturo.
E por vezes, persisto. Persistir?
Sim. E se você me perguntar hoje do que vale?
Te respondo com uma sonora indagação: me ferir?



- Marília Carzino de Alcântara




segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Vai indo agosto, vai!

Não lembro da última vez em que as coisas foram leves... Mas vou te dizer, está começando. Estou curiosa, estou ansiosa, estou voltando a florescer para nós, por sonhos diferentes e sonhos urgentes que precisam ser vividos. Ando em paz com quem quero bem!


"and I know that You have come now even if to write upon my heart, to remind me who You are"  






terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Sentir assim

Diversas as sensações: ansiedade, insegurança, curiosidade, desanimo. Sou muito ''olfativa'' e ando sentindo falta de cheiro. E sei que não faz sentido nenhum, mais é como se eu não estivesse sentindo nem o meu próprio.
Sinto falta de gostos e sinto falta de rotina. Me pego presa a romances e mesmo o mais ''água com açúcar'' me encanta na mesma medida que me irrita. É  a frustração de ler um livro, principalmente se for romance, que tenha sido lançado um filme, e por mais que você saiba que é uma adaptação para o cinema, a revolta em ver detalhes tão singelos descritos no livro não constar no filme, ah é essa. 
Talvez nem eu mesma saiba direito, e nem faço questão de explicar ou de querer que outros entendam - até porque tenho a sensação que quanto mais tento me explicar e agradar, parece que mais me confundo. Melhor mesmo é ficar por aqui, assim, inconstante e esvaziadamente, cheia.


sábado, 31 de dezembro de 2011

Tchau 2011. Por favor 2012, se achegue!

Passei a semana no 'fechado pra balanço' devido a quantidade absurda de acontecimentos. Queria muito poder afirmar com toda certeza que nada do que aconteceu vai afetar mais a minha vida e que somente serão histórias do ano que se passou. Isso porque são coisas doloridas de ferida aberta.. difícil cicatrização.
O primeiro ano de formada, onde cada situação é uma experiência e o meu ano não podia deixar de ser uma  para o resto da vida. Talvez tenha sido realmente para crescimento único e exclusivo meu - até porque cada um reage de uma maneira e nem todas conseguem usar para somar, claro há quem tenha o dom de destruir tudo ao seu redor. Mas se os bons desistirem, o mal toda conta! - já que passei por situações inusitadas, conheci pessoas desnecessárias e percebi que posso realmente estar preparada para muito mais que acredito. Mais a melhor parte se encontra em que conheci pessoas incríveis, que eu quero e espero que sejam pro resto da vida!
Esse ano eu vi duas amigas especiais casando, cada uma na maneira que quis. Esse ano eu vi que ser mulher é muito mais difícil. Esse ano, eu confirmei meus valores familiares e vi o quanto sou forte por isso e por eles. Esse ano eu me decepcionei muito mais com a capacidade da maldade do ser humano, porque senti na pele e vi, li e respirei insanidade alheia... Esse ano eu desapeguei, me encantei e entristeci. Esse ano eu levei sustos e passei uns bons meses correndo com exames. Esse ano eu conheci mais um canto desse Brasil, que eu adoro, viajar. Esse ano, eu provei tanto da misericórdia de Deus! Esse ano eu absorvi profissionalismo de uns e mau caratismo de outros. Esse ano eu mostrei minha cara de maneira mais limpa que é, gosto de lealdade, gosto de verdade, gosto de sentimentos sinceros. Gosto de espontaneidade, mas gosto muito também do silêncio e como foi necessário 'silenciar' em dois mil e onze.

Definitivamente, 'experiência' foi a palavra de 2011.Tendo sido entre várias, doce ou amarga.

Claro que eu encerro o meu ano sem ter cumprido muitos dos objetivos colocados no dia primeiro, claro que nem tudo aconteceu igual ao que foi planejado e sonhado. Outros planos também se iniciaram agora, mesmo no fim do ano e que continuará a tovo vapor em 2012. Mas, e dai se nem tudo deu certo? "O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor" Provérbios 16:1.
Após um ano tão turbulento (e divertido), estou encerrando o dia trinta e um, em uma paz tão grande que não sei explicar. Adoro fim de ano na praia, com o pé na areia e estrela no céu e mesmo sendo em Curitiba, será uma delícia passar com a minha família, com pai, mãe, irmã, cachorro, gato e primas. Perfeita com seus defeitos e unida agradecendo com alegria por juntos estarmos encerrando um ano bom e pedindo com euforia por um muito melhor.

Quero que 2012 seja um ano doce com aquele toque cítrico como suco de laranja. Que seja um ano de desafios ainda maiores! Que seja um ano de projetos e 'mão na massa'. Hoje é um dia de renovar as esperanças e que seja um ano feliz confiando em Deus!

Feliz Ano Novo.

Marília Carzino de Alcântara
  

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Trechos

"Teu sorriso eu vou deixar na estante para eu ter um dia melhor
Tua água eu vou buscar na fonte teu passo eu já sei de cor
Sei nosso primeiro abraço, sei nossa primeira dor
Sei tua manhã mais bonita, nossa casinha de cobertor
Menina vou te casar comigo
Menina vou te casar comigo...Vou te guardar comigo
Sou teu gesto lindo
Sou teus pés
Sou quem olha você dormindo
Ô menina guardo você comigo
Menina guardo você comigo
Nosso canto será o mais bonito Mi Fá Sol Lápis de cor
Nossa pausa será o nosso grito que a natureza mostrou
A gente é tão pequeno, gigante no coração
Quando a noite traz sereno a gente dorme num só colchão"


Trecho da música - Menina
O Teatro Mágico

sábado, 27 de agosto de 2011

Um canto no tom de Cássia

Era mês de setembro de 2007 quando uma pessoa me disse que eu era muito prolixa, por isso aquela música combinava comigo. Eu estava ouvindo Cassia Eller - Palavras ao vento. Tinha dezesseis anos de pura meninice. Na hora não fez sentido pra mim. Nos últimos anos tem feito toda a diferença. Naquele momento da vida talvez, eu estivesse falando muito - mas lembro que naquele exato momento não estava. Eu não estava conversando. Estava quieta recostado em meu travesseiro olhando para a estrada, rumo a Santa Catarina.

Não tenho problemas em falar, principalmente em público. Mas esse "prolixa"  entrava de uma maneira diferente em sua enfática colocação. Uma delas era no justificar. Justificar meus atos, explicar minhas atitudes e meus sobresaltos que por vezes - ou quase todas as vezes foram inocentes, apaixonantes, persistentes e vários (oxi sim) decepcionantes.
Houveram situações em que quanto mais eu me apeguava as palavras e as frases ditas, e com ainda mais força, as que não foram ditas... Engoli a seco. Sozinha. Acabaram contidas e somadas as que foram se esquecendo nos dias, aos abraços vazios e nas porfias de idas e vindas eu me perdia; eu seguia junto ao som da música naquele "ando por aí querendo te encontrar, em cada esquina paro em cada olhar". No mesmo ano eu aprendi a tocá-la no violão.

Lembrando de algumas situações, o que sinto não tem outro nome além de nostálgico. É como se aquela menina acelerada e instigada pela vida em cada fibra estivesse registrada em um diário, que só conheceu que quem leu escondido.
Agora eu me encontro onde se lê em D9 "deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar". Falo menos, ou talvez eu só tenha aprendido a dedicar toda a minha saliva para quem presta, se interessa. Ou também tenha desenvolvido a habilidade de falar na hora certa, porque hoje já não cabem aquelas palavras. Minhas palavras não foram apenas palavras ao vento, nem mesmo as "palavras pequenas"
Em toda a melancolia que se tornou essa música para mim guardo nela também um riso escondido. Hoje eu só lembro a cifra e não sei dizer se meus dedos reconheceria com a mesma facilidade como os meus ouvidos. Não tenho mais a preocupação da minha prolixidade, principalmente no que diz respeito a sentimentos. Traz paz ao coração quando penso que podemos sim soltar palavras ao vento. principalmente se essas forem de carinho e de juras de amor. O meu presente tem a parte final da trilha "A9 que o nosso amor pra sempre D9/B viva. Minha dádiva." e mesmo que se finde a música eu só dei início a narrativa, ainda temos várias palavras por aí.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sonho de realidade

Sabe quando já se passarem anos? Sabe quando já se confundem as histórias, os dias e as risadas saem não só com as lembranças mas também pelas confusões até se completarem as recordações? É uma sensação tão gostosa, por mais que pareça estranho. Isso porque a parte boa é preenchida pela certeza de que essa pessoa já está tão encaixado na sua vida que é, como se aquela parte ali esculpida para ela, já estivesse no seu melhor grau de lapidação. Mas isso vem dos anos, eu sei - porque sinto na pele a cada vez que por ele, ela arrepia. Da pedra bruta antes de qualquer toque, percebo nas nossa primeiras fotos aquelas sem retoques o sorriso tão tímido e puro de olhar doce.
São tantas as coisas que você aprendeu a gostar comigo, são tantas outras que você já me incentivou, são vários os cds que já gravamos para deixar no carro onde embalados pegamos a estrada e fomos em um rumo ao nosso gosto, se estávamos de carona foi em seu ombro que repousei e no avião foi sua mão que apertei quando juntos decolamos.
É realmente incrível como enquanto eu tenho você eu consigo me orientar, como diz F. Anitelli, porque só enquanto eu respirar vou me lembrar de você. Minha vida, meu ar, a melhor parte da minha história.